quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&FBovespa

A BM&FBovespa, bolsa líder em úmero de transações na América Latina e uma das maiores do mundo em valor de mercado, criou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) em 2005, com apoio financeiro do IFC, sigla em inglês para Corporação Financeira Internacional, braço do Banco Mundial para desenvolver o setor privado nos países emergentes.

O ISE foi criado para propiciar ao mercado investidor um mecanismo eficiente de seleção de empresas com desempenho diferenciado em questões ambientais, sociais e econômicas.

Partiu-se da idéia que que a inclusão de uma empresa em um índice de sustentabilidade estimularia a demanda por suas ações, aumentando seu valor de mercado, sua competitividade e sua reputação.

Para fazer um balanço dos cinco anos da iniciativa, o IFC encomendou um estudo para avaliar o impacto do índice sobre as práticas de sustentabilidade das empresas da carteira. Elas responderam um questionário online, passaram por entrevistas pessoais e por uma pesquisa documental de mais de 40 indicadores-chaves de desempenho ao longo do período. Para avaliar melhor o impacto, as empresas pesquisadas foram divididas em 4 grupos: 1 – empresas no ISE desde sua criação; 2 – empresas que eram membros, saíram e depois voltaram; 3 – empresas que saíram; 4 – empresas que nunca fizeram parte da carteira

A conclusão geral da pesquisa é que o ISE teve o papel de guia de referência para as práticas de sustentabilidade tanto das empresas da carteira quanto daquelas que nunca participaram do índice, seja para a iniciação, seja para a melhoria contínua delas.

Como resultado da participação no ISE, 86% das empresas do grupo 1 perceberam melhorias na governança e no desempenho ambiental; 57% notaram melhoria no desempenho social. Nos demais grupos, várias empresas notaram a importância de participar do processo de admissão no ISE, porque isto ajuda a perceber as suas limitações em relação às práticas de sustentabilidade. Entre os benefícios de participar listados pelas empresas, destacam-se a oportunidade de rever as próprias ações, gerando mais competitividade, e a satisfação de ser considerada uma empresa responsável.

64% das empresas do grupo 1 (que sempre fizeram parte do índice) que o ISE foi o fator mais importante no desenvolvimento de práticas de sustentabilidade ao longo de cinco anos.

Outro aspecto avaliado pelo estudo do IFC foi o chamado “investimento socialmente responsável” (ISR). Imediatamente após a introdução do ISE, novos fundos foram criados, mas, ao longo do período, o mercado ISR continuou controlado pelos dois fundos que existiam antes do ISE: o Ethical, do Santander, formado em 2001; e o fundo do Itaú.

Em outubro deste ano, havia 10 fundos de sustentabilidade no mercado brasileiro, gerindo 580 milhões de dólares. Os dois maiores, justamente o Ethical e o do Itaú, controlam 70% dos ativos.

No entanto, a pesquisa não encontrou evidências de que liquidez, acesso ao capital e preços de ações tenham sido impactados favoravelmente. Além disso, o estudo também verificou que a remoção de uma empresa do índice teve pouco ou nenhum impacto sobre o preço das ações, sua reputação ou suas práticas de sustentabilidade.

Isto não significa que as empresas não se beneficiem por serem socialmente responsáveis, sob a forma de acesso a mercados, a melhores preços, a menores custos, a melhor valor para seus ativos, a melhor reputação, a trabalhadores mais produtivos. Significa que este estudo não conseguiu evidências cabais para ligar tais melhorias a práticas de sustentabilidade.

O estudo do IFC conclui que tem sido confirmada a expectativa de que o ISE contribuiria para ampliar a conscientização sobre sustentabilidade e para melhorar as práticas empresariais. Todavia, para que este impacto aumente, é necessário que o ISE venha a influenciar o mercado financeiro.

Para tanto, o ISE estabeleceu cinco objetivos estratégicos a serem atingidos ao longo dos próximos cinco anos: ampliar a abertura de informações ao mercado; aumentar a participação das empresas no processo de seleção; aumentar o volume de recursos investidos e de produtos atrelados ao ISE, tornando-o benchmark de investimentos; fortalecer os canais de comunicação e diálogo com as partes interessadas; trabalhar pelo aperfeiçoamento do escopo e processos de elaboração dos questionários; (metodologia, processo de seleção de empresas, etc).

Até o momento, o ISE é o único índice construído com consulta e participação de vários segmentos da sociedade, não apenas os mercados.

Este ano, a carteira será composta por 38 empresas que somam um valor de mercado de 1,17 trilhão de reais. Isso equivale a 46,1% do valor de mercado de todas as companhias com ações negociadas na bolsa e representa um aumento de 60% em relação à carteira anterior. São seis as companhias estreantes: Vale, Santander, BicBanco, Anhanguera, Copasa e Ultrapar. Deixam o índice a Dasa e a Usiminas. Entre os setores da economia, ingressam no ISE pela primeira vez os segmentos de mineração, serviços educacionais e holdings diversificadas.

Até o momento, o ISE é o único índice construído com consulta e participação de vários segmentos da sociedade, não apenas os mercados.

Este ano, a carteira será composta por 38 empresas que somam um valor de mercado de 1,17 trilhão de reais. Isso equivale a 46,1% do valor de mercado de todas as companhias com ações negociadas na bolsa e representa um aumento de 60% em relação à carteira anterior. São seis as companhias estreantes: Vale, Santander, BicBanco, Anhanguera, Copasa e Ultrapar. Deixam o índice a Dasa e a Usiminas. Entre os setores da economia, ingressam no ISE pela primeira vez os segmentos de mineração, serviços educacionais e holdings diversificadas.

Neste ano, questões relacionadas a iniciativas das empresas no campo das mudanças climáticas foram inseridas no questionário do ISE, enviado a 182 empresas com as 200 ações mais líquidas. No entanto, apenas 53 delas responderam ao questionário, incluindo dez no processo pela primeira vez. Destas, 38 foram selecionadas e são: AES Tiete, Anhanguera, Bicbanco, Bradesco, Brasil, Braskem, BRFoods, Cemig, Cesp, Coelce, Copasa, Copel, CPFL Energia, Duratex, Eletrobras, Eletropaulo, Embraer, Energias BR, Even, Fibria, Gerdau, Gerdau Met, Inds Romi, Itausa, Itauunibanco, Light S/A, Natura, Redecard, Sabesp, Santander, Sulamérica, Suzano Papel, Telemar, Tim Art S/A, Tractebel, Ultrapar, Vale e Vivo.

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