terça-feira, 17 de maio de 2011

Por que as empresas devem implementar a sustentabilidade em seus processos de negócio?

por Julianna Antunes

Quando escrevi o paper Sustentabilidade 3.0 – a proposta de um novo modelo de gestão empresarial (quem quiser lê-lo, basta assinar a newsletter da Agência de Sustentabilidade e depois mandar um e-mail pedindo o paper), tratei da evolução do conceito e mostrei um pouco da importância de inseri-lo hoje nos processos de uma empresa. Mostrei como as áreas de negócio podem se beneficiar da sustentabilidade.

No paper fiz uma tabela meio que superficial e um tanto quanto óbvia que mostrava o benefício macro de se incorporar o conceito a cada um dos processos. Só que agora quero me aprofundar nesses benefícios e peço ajuda de vocês. Já tenho vários deles mapeados, mas acho que sempre é possível encontrar mais, principalmente quando se tem diversos olhos com diversas experiências olhando para a mesma coisa.


Assim, compartilho aqui com vocês a primeira tabela feita e deixo o post aberto a sugestões. Pensando micro e não macro respondam: por que elas devem implementar a sustentabilidade em seus processos de negócio?


Fonte: blog Sustentabilidade Corporativa

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Tecnologia, trabalho e valores

Uma das grandes conquistas da sociedade industrial foi a divisão das atividades de um dia em jornadas de 8 horas, sendo a jornada semanal de trabalho de 40 horas, e o descanso, de 48 horas.

Quando, nos anos 1990, a revolução tecnológica tornou-se uma realidade cotidiana, dizia-se que o ganho de produtividade na indústria abriria milhões de oportunidades no setor de serviços e este, também beneficiado pelas inovações tecnológicas, poderia oferecer o melhor dos mundos aos trabalhadores: jornada menor, oportunidade de estudar e de passar mais tempo com a família e os amigos.

Hoje, já ultrapassando a primeira década do século 21, vemos ocorrer justamente o contrário desta “utopia”: a tecnologia, em vez de libertar, tornou as pessoas cativas das atividades profissionais, com a jornada de trabalho avançando sobre qualquer tempo “livre” do profissional.

Na verdade, parece que estamos no limiar de uma era em que o tempo pessoal e o período de trabalho vão ficar tão misturados que será difícil distinguir um do outro. Esta era já tem nome: era do trabalho imaterial ou intelectual, cujos empregos são gerados pelo setor de serviços e cujas funções podem ser desempenhadas de qualquer lugar, a qualquer hora. A produtividade depende, claro, da tecnologia, mas igualmente do conhecimento.

Ainda não existem pesquisas em larga escala sobre as conseqüências desta mudança de paradigma no mundo do trabalho. Há, no entanto, estudos isolados, feitos nos EUA e na Europa, que trazem alguns dados importantes, como relatados na matéria de capa da revista Carta Capital desta semana.

Na Inglaterra,o descanso semanal caiu de 48 para 27 horas. Uma pesquisa da Universidade de Uppsalla, na Suécia, constatou que apenas 24% dos trabalhadores de 15 maiores países da União Européia cumprem jornadas regulares de trabalho – fora de horários noturnos, nos fins de semana ou em regime temporário. Os profissionais autônomos são os que têm as jornadas mais irregulares.

Nos EUA, 77% dos trabalhadores lêem emails à noite e 35% respondem demandas de trabalho quando estão com os filhos.

No Brasil, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) deve realizar, em breve, um pesquisa sobre o impacto da tecnologia no trabalho. Ainda não temos dados oficiais, mas sabemos, pela nossa própria experiência, que qualquer profissional de qualquer área trabalha nos finais de semana ou atende celular durante um jantar em família, não é mesmo?

Ainda que tenhamos os resultados apenas de outros países, é possível fazermos uma reflexão sobre este fenômeno, sob o ponto de vista da RSE.

Do ponto de vista profissional, se o tempo pessoal está misturado com o do trabalho, não há mais possibilidade de se dividir a vida em dois momentos, como fazíamos até agora: o de ganhar dinheiro e o de usufruir desse dinheiro durante o lazer ou descanso. Então, o trabalho precisa trazer muita satisfação; é cada vez mais fundamental gostar do que se faz, para o trabalho não virar uma permanente tortura.

Sob o ângulo da empresa, é preciso considerar que o tempo pessoal do funcionário está misturado com o do expediente e lidar com esta situação que tem reflexos não só nos negócios, mas na sociedade.

O sociólogo e escritor norte-americano Richard Sennett tem um livro sobre o que ele chama de “mundo do trabalho no novo capitalismo” que recebe o impacto não apenas das tecnologias, mas da globalização. O livro se chama “A corrosão do caráter” e nele, Sennett avalia as conseqüências dessas vertentes sobre o ser humano. Para ele, há dois efeitos mais evidentes. Em primeiro lugar, de ordem existencial, vamos dizer assim. Com o “tempo do emprego” invadindo todas as esferas do cotidiano, a vida emocional fica em segundo plano. E, sem vida emocional significativa, o ser humano não consegue desenvolver e assimilar valores. Outra conseqüência desta situação é o isolamento que promove um individualismo extremado.

O trabalho on line exige pouca ou nenhuma interação social. O profissional passa o dia na frente de uma tela, no máximo conversando via celular ou skype com outros profissionais que não conhece. Nada daquele papo sobre o fim de semana, a família, enfim, as conversas informais tão importantes na vida de qualquer ser humano, pois estabelecem vínculos emocionais, criando e consolidando valores como lealdade, compromisso, amizade, companheirismo. Retirado desde convívio e posto em lugar solitário, este profissional torna-se também imediatista, impaciente e sem visão da coletividade.

Como superar esta situação? Pelos valores. São eles que vão unir trabalho e emoção. E para fazer esta junção é que a gestão responsável torna-se imprescindível, pois ela é orientada por valores, transparência e diálogo com os públicos impactados pelas atividades do negócio. Valores, transparência e diálogo tornam o ser humano menos individualista, porque o fazem sentir-se “pertencendo a algo”; com isso, torna-se capaz de “perceber o outro” e construir empatia e visão mais coletiva do mundo.

Este sentido de pertencimento pode ser desenvolvido por meio de ações que promovam as relações sociais.

Mais do que esta “invasão”, no entanto, o maior dilema trazido pela tecnologia ainda não tem solução: como absorver bilhões de trabalhadores no mundo todo, nos próximos anos, se a tecnologia, mesmo com mais produtividade, não criou novos postos de trabalho; ao contrário, aumentou a jornada?

A sociedade, junto com as empresas, precisa refletir sobre esta questão e encontrar talvez mais de uma solução que pode significar a criação de novos direitos, civis e trabalhistas, que garantam renda e ocupação para os bilhões de profissionais do futuro, bem como uma sociedade sustentável.

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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Combate à pobreza: o papel das empresas

O governo federal lançou, na semana passada, um programa de combate à pobreza, o Brasil sem Miséria, que quer levar renda e cidadania para 16,5 milhões de brasileiros que vivem em condições de miséria extrema. Na avaliação do governo, estão nessa situação famílias cuja renda per capita está abaixo de R$ 70 por mês. É um limite menor do que o que foi usado pela própria Dilma Rousseff em sua campanha para a presidência da República – um quarto do salário mínimo, que hoje equivaleria a R$ 136 –, mas está acima dos critérios internacionais, que variam de R$ 50 a R$ 62 por mês.

Quase 60% do público-alvo desse programa vivem no Nordeste e 53% concentram-se em áreas urbanas. São pessoas com menor acesso a saneamento básico, educação, saúde, energia elétrica e abastecimento de água.

O programa prevê também ações para a inclusão produtiva, ou seja, dar condições para que essas pessoas consigam ter acesso a empregos e meios próprios de subsistência. Portanto, não se trata apenas de distribuir renda, mas de fazer com que serviços públicos cheguem até essa população. Não por acaso, o programa tem sido definido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e de Combate à Fome (MDS) como de construção do “bem-estar social” – não deixar de fora do progresso que o país agora vive milhões de brasileiros que sempre estiveram à margem da cidadania.

O governo pretende realizar ações integradas e usar a expertise de todos os ministérios para alavancar o programa Brasil sem Miséria. O Ministério da Saúde, por meio do programa Saúde da Família, por exemplo, poderá ajudar a localizar onde estão as famílias com renda abaixo do limite de R$ 70 por mês per capita. E a Embrapa tem condições de colaborar com a distribuição de sementes de boa qualidade para assentamentos e microproprietários rurais localizados nas regiões mais pobres do país.

Para o governo federal, o limite de R$ 70 por mês como critério de definição de miséria serve como uma bússola para encontrar esses brasileiros e “territorializar” as ações, não apenas no sentido geográfico, mas com recortes por idade, por gênero e por raça, por exemplo.

Um dos dados que o programa já leva em conta é que 56% dos 16 milhões de brasileiros considerados extremamente pobres têm menos de 19 anos. A idéia é fazer com que eles estudem e recebam capacitação profissional para, no futuro, garantirem, por seus próprios meios, um futuro melhor para as famílias que venham a constituir.

As ações do programa Brasil sem Miséria vão ter foco nas mulheres. Serão elas as titulares dos benefícios e o alvo prioritário dos projetos de “bem-estar”.

Em linhas gerais, este é o Brasil Sem Miséria. Mas o que queremos comentar um pouco mais profundamente aqui neste espaço são as contribuições que as empresas poderiam dar para que esse programa atinja seus objetivos.

O maior desafio desse programa do governo federal é encontrar e fazer chegar até esses brasileiros não apenas a renda, mas os benefícios do “bem-estar”. Algumas empresas comprometidas com a gestão responsável estão engajadas em um programa chamado Desenvolvimento Territorial Sustentável. Trata-se de uma iniciativa dessas empresas que está articulando ações coordenadas entre aquelas que atuam numa mesma região para utilizar mão de obra e fornecedores locais e também apoiar as prefeituras na promoção de ações que alavanquem o empreendedorismo no município e na região.

As empresas participantes dessa iniciativa constituíram um grupo de trabalho que estabeleceu uma agenda de compromissos, entre os quais se destacam os seguintes:
• Identificar potenciais conexões entre as ações em curso das empresas e dessas com as metas de melhoria dos indicadores nos territórios;
• Contribuir para o desenvolvimento das competências de gestão das administrações públicas, visando promover transparência, ética e políticas públicas para o desenvolvimento territorial sustentável;
• Criar e participar de espaços de diálogo e coordenação de ações entre os atores promotores do desenvolvimento territorial sustentável, como, por exemplo, fóruns empresariais de apoio à prefeitura; e
• Propor modificações ou novas políticas públicas que contribuam para a melhoria dos indicadores nos territórios.

No âmbito da própria empresa, existem pelo menos duas ações que ajudam a acelerar a diminuição da desigualdade e que só dependem do gestor para serem adotadas. A primeira delas é ter políticas de recursos humanos que visem atingir, em determinado período de tempo, a equidade de gênero na empresa; ou seja, que as mulheres ocupem cargos, em todos os níveis, na mesma proporção da sua representação na sociedade. Esta ação está de acordo com a “visão” dos programas sociais brasileiros e da própria ONU, segundo a qual “a miséria é feminina” e sua erradicação depende, em grande medida, de dar renda e oportunidade às mulheres.

Desde o governo Lula, a mulher vem sendo a principal destinatária das políticas sociais e assistenciais. O dinheiro do Bolsa Família, o imóvel do Minha Casa, Minha Vida e o crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ficam com as mulheres e ajudam a criar um ambiente mais favorável à mudança da condição feminina na sociedade brasileira.

Os programas especiais para erradicação da pobreza, que o governo federal deve anunciar até maio, vão aprofundar essa mudança e, certamente, terão efeitos também entre as camadas sociais que não são diretamente beneficiadas por essas políticas.

A segunda ação a que nos referimos pode acelerar muito a inclusão produtiva na sociedade dos jovens até 19 anos, que, como mencionamos anteriormente, representam 56% dos brasileiros extremamente pobres. Acontece que a empresa tem um instrumento legal ao seu alcance que pode empregar imediatamente todo esse contingente. Estamos falando da Lei do Aprendiz, que a maioria das empresas não cumpre e, com isso, acabam comprometendo o futuro dos jovens, do próprio negócio e do país.

A pesquisa Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil, realizada pelo Ethos e pelo Ibope, constatou, na edição lançada em novembro do ano passado, que 7% das grandes empresas não contratam aprendizes. Entre as 93% que contratam, 43% estão abaixo do mínimo exigido pela legislação. Leve-se em conta que o questionário respondido é autodeclarado.

De acordo com os presidentes das empresas, responsáveis pelas respostas, a principal justificativa para a não contratação de aprendizes é a falta de conhecimento ou experiência da companhia para lidar com o assunto (41%). Outros 36% dizem que o motivo é a falta qualificação dos aprendizes e 23% alegam falta de interesse dos aprendizes pela empresa.

A pesquisa também constata uma reprodução, com os aprendizes, da desigualdade observada na contratação de mulheres, negros e pessoas com deficiência. Do total de aprendizes contratados pelas empresas, 37% são mulheres, 35% negros e apenas 0,5% são adolescentes e jovens com deficiência.

Para quem não se lembra, a Lei do Aprendiz, que foi aprovada em 2000 e regulamentada em 2005, determina que toda empresa de grande e médio porte deve ter de 5% a 15% de aprendizes – jovens de 14 a 24 anos que são pagos pela empresa para continuar na escola, num curso de formação profissional, recebendo orientação prática na empresa, por períodos que não interfiram em sua frequencia escolar.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Brasil terá primeira escola com certificação sustentável

O colégio público Erich Walter, no RJ, está em processo final de auditoria para receber a certificação Leed Schools, que atesta a sustentabilidade de instituições de ensino em todo o mundo. A escola será a primeira do Brasil a receber o selo e servirá de modelo para outros 40 colégios do país. No mundo, há apenas 120 escolas certificadas, a maioria nos EUA


O Brasil está prestes a ter sua primeira escola com certificação de sustentabilidade: no bairro de Santa Cruz, na cidade do Rio de Janeiro, será inaugurado neste sábado, 7 de maio, o Colégio Estadual Erich Walter, que está em processo final de auditoria para receber o selo Leed Schools de certificação ambiental.

Concedido pelo GBC - Green Building Council*, no Brasil, o selo Leed já foi conferido a 120 escolas no mundo - 118 ficam nos EUA, uma na Noruega e outra em Bali -, mas nunca no Brasil. Esta realidade, no entanto, está prestes a mudar: segundo a GBC, o processo de auditoria da escola pública Erich Walter deve ser finalizado em até cinco meses, dando ao colégio o título de primeira instituição de ensino do Brasil a receber certificação Leed Schools.

Entre as características da escola que contribuíram para a certificação, estão:
- área para armazenagem de lixo para reciclagem;
- sistema de reaproveitamento de água da chuva;
- painéis solares para geração de energia limpa;
- bicicletário e vagas especiais para veículos de baixa emissão;
- pavimentação permeável;
- telhado verde;
- iluminação com lâmpadas LED;
- revestimento com baixos índices de compostos orgânicos voláteis;
- equipamentos de ar condicionado eficientes e
- acessibilidade a alunos com necessidades especiais, com portas mais largas, pisos táteis, rampas com pouca inclinação e inscrições em braile.

O projeto, desenvolvido pelo escritório Arktos - Arquitetura Sustentável, ainda poderá servir de modelo para outras 40 escolas públicas do país, que pretendem entrar com pedido de certificação na GBC-Brasil.

Fonte: Planeta Sustentável/GBC Brasil

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Aberta consulta pública sobre a versão intermediária dos Indicadores Ethos - 3ª. Geração

As empresas e demais interessados estão convidados a participar da construção da nova versão da ferramenta, por meio da pesquisa virtual disponível no site ou da audiência pública que se realizará em 11/5.

As empresas e demais interessados em participar e contribuir para a construção dos Indicadores Ethos – 3ª. Geração já podem fazê-lo. A Versão Intermediária está disponível para consulta pública em dois momentos: por meio da pesquisa virtual, que se iniciou em 28 de abril e irá até 30 de maio de 2011, e por meio da audiência pública, que se realizará em 11 de maio de 2011.

A necessidade de um novo processo de revisão, a partir da versão 2007 dos Indicadores Ethos, deu-se com a evolução das discussões em torno da gestão da responsabilidade social empresarial e o sólido aumento do comprometimento das empresas com o tema. A proposta é alinhar a ferramenta com a Plataforma por uma Economia Inclusiva, Verde e Responsável, iniciativa do Instituto Ethos, em parceria com a Alcoa, a CPFL, a Natura, a Suzano, a Vale, o Walmart e a Roland Berger, cujo propósito é estimular as empresas e o Brasil a promover a transição para essa nova economia.

O processo de revisão para a terceira geração dos Indicadores Ethos contempla duas etapas. A Versão Intermediária, que será lançada em agosto de 2011, tem como objetivo apresentar uma proposta de convergência entre os Indicadores Ethos, as Diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e a ISO 26000 – Norma Internacional de Responsabilidade Social. O lançamento da Versão Final está previsto para outubro de 2012, com envolvimento de diversas partes interessadas na construção da terceira geração.

Para acessar o PDF da Versão Intermediária dos Indicadores Ethos – 3ª. Geração, clique aqui.

Para saber mais sobre o processo de revisão, clique aqui.

Para participar da consulta pública (virtual), clique aqui.

Para participar da audiência pública (presencial), em 11 de maio de 2011, clique aqui para acessar o convite e fazer sua inscrição. As vagas são limitadas.

O processo de revisão dos Indicadores Ethos – 3ª Geração conta com o patrocínio da Shell e o apoio da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Partidos de oposição e da situação apoiam a PEC do Programa de Metas para todo o País

Lideranças políticas de partidos da base aliada do governo e dos partidos de oposição manifestaram apoio à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a obrigatoriedade do Programa de Metas para os governos federal, estaduais e municipais. O texto da PEC foi apresentado pelo coordenador geral da secretaria executiva da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew, que esteve em Brasília cumprindo uma agenda de reuniões com ministros, deputados e senadores.

A proposta foi entregue aos parlamentares: Marco Maia (presidente da Câmara), José Sarney (presidente do Senado), Renan Calheiros (líder do PMDB no Senado), Marta Suplicy (vice-presidente do Senado), Aécio Neves (senador pelo PSDB), Paulo Teixeira (líder do PT na Câmara), Humberto Costa (líder do Bloco de Apoio ao Governo e líder do PT no Senado), Duarte Nogueira (Líder do PSDB na Câmara), Edinho Araújo (vice-líder do PMDB na Câmara), Vanderlei Macris (vice-líder do PSDB na Câmara), Cristovam Buarque (vice-líder do PDT no Senado), Giovanni Queiroz (líder do PDT na Câmara), Alfredo Syrkis (bloco PV, PPS), Luiz Fernando Machado (deputado pelo PSDB), Ivan Valente (deputado pelo PSOL).

A PEC do Programa de Metas também foi apresentada aos ministros José Eduardo Martins Cardoso (Justiça), Gilberto Carvalho (ministro chefe da Secretaria Geral), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Antonio Palocci (Casa Civil).

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia elogiou a iniciativa: "Isso ajudaria enormemente a sociedade a compreender um pouco melhor as ações a serem desenvolvidas pelos governantes.”

Maia adiantou que já solicitou um estudo técnico da proposta para ver como ela poderá tramitar melhor na Casa, e assim que tiver o resultado, informará a Rede Nossa São Paulo e os líderes partidários.

Proposta de Emenda Constitucional (PEC)

De acordo com a proposta, o Presidente da República, os Governadores de Estados e os Prefeitos, eleitos ou reeleitos, apresentarão à sociedade civil e ao Poder Legislativo competente o Programa de Metas e Prioridades de sua gestão, até noventa dias após a respectiva posse, que discriminará expressamente: as ações estratégicas, os indicadores de desempenho e as metas quantitativas e qualitativas para cada um dos setores da Administração Pública direta e indireta por unidades regionais de planejamento e desenvolvimento, observando, no mínimo, os objetivos, diretrizes, ações, programas e intervenções estratégicas e outros conteúdos conexos, apresentados como propostas da campanha eleitorais devidamente registradas no órgão eleitoral competente.

Entendemos que este é apenas o início da mobilização para aprovarmos a PEC. Por isso, é fundamental a colaboração de todos no sentido de ampliarmos o apoio à proposta. Pessoas físicas e jurídicas podem aderir ao abaixo-assinado em apoio à proposta, acessando o link http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/add/apoio-pec-programa-de-metas


Clique aqui para acessar a íntegra da PEC

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Para esclarecer eventuais dúvidas, por favor, entre em contato com Zuleica Goulart, pelo e-mail zuleica@isps.org.br, ou ainda pelo telefone (11) 3894.2400. Esclarecimento em relação à reprodução dos links, por favor, entre em contato com Guilherme Norberto pelo e-mail guilherme@isps.org.br

Contamos com o seu apoio!


Obrigada.

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Cursos Uniethos: Diagnóstico e Planejamento para a Gestão Socialmente Responsável

Sua empresa tem uma gestão socialmente responsável, que busca o desenvolvimento sustentável?
Você sabe avaliar em que patamar sua empresa se encontra?

A ferramenta de auto-diagnostico de RSE do Instituto Ethos oferece essa avaliação e possibilita a empresa a elaborar um plano de ação para atingir novos patamares, e para a construção de uma sociedade sustentável e justa.

Venha conhecer mais sobre essa ferramenta em nosso curso:

Indicadores Ethos de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) – Diagnóstico e Planejamento para a Gestão Socialmente Responsável
Objetivo: capacitar os gestores para que realizem a auto-avaliação das práticas de sustentabilidade e responsabilidade social das empresas (RSE), com foco no conhecimento dos Indicadores Ethos de RSE para a realização do diagnóstico e planejamento da gestão socialmente responsável das empresas.

Duração: 16 horas (2 dias consecutivos)
Horário: das 9h às 18h
Local: São Paulo, SP
Investimento: R$ 1.500,00

Descontos:- 20% para associados ao Instituto Ethos (R$ 1.200,00);
- 5% para inscrições em mais de um curso;
- 5% para grupos acima de 3 pessoas.

Obs.: valores cumulativos.

Próxima Turma: 26 e 27 de maio de 2011

Para conferir o programa completo do curso acesse http://www.uniethos.org.br/.

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Para a realização do curso “In Company” entre em contato conosco pelo e-mail atendimento@uniethos.org.br ou telefone 11 3897 2439.

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Assista o programa “Cidades e Soluções: Poluição mata! - Parte 1”

Uma equipe de especialistas coordenada pelo Dr.Paulo Saldiva (USP) mediu cientificamente os impactos sofridos pelo jornalista André Trigueiro durante algumas horas circulando por São Paulo a pé, de carro e de metrô. Pressão arterial, frequência cardíaca, inalação de poluentes, exposição a ruído, umidade e temperatura foram registrados por sofisticados aparelhos. E os resultados são impressionantes.

Na Globo News, nesta quarta-feira (04/05), às 23h30.

Horários alternativos:
Dom (08/05), às 21h30
Seg (09/05), às 03h05, 08h30, 16h30;
Qui (12/05), às: 12h30;
Sab (15/05), às 05h30.

Confira a chamada do programa: http://glo.bo/iDGJvY.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Instituto Ethos apóia e promove adesão ao manifesto “Por um Novo Código Florestal Moderno e Necessário para o Desenvolvimento do Brasil”

São Paulo, maio de 2011 – O Brasil é um dos poucos países do mundo que ainda possui intacta uma grande extensão de sua vegetação nativa,e em boa medida por conta das diretrizes contidas no Código Florestal Brasileiro, em vigência desde 1965, com alguns adendos inseridos em 1989. No entanto, em 46 anos, o Brasil e o mundo mudaram e novos desafios precisam ser enfrentados, como, por exemplo, aqueles trazidos pelas mudanças climáticas. Por isso, entendemos que esse código precisa ser modernizado, de forma a garantir a conservação e o uso sustentável de nossos recursos naturais, bem como promover a ampliação das áreas cobertas por vegetação nativa no país.

Tramita pela Câmara Federal o Substitutivo ao Projeto de Lei 1876/99, de autoria do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que faz uma revisão desse código. Nas próximas terça e quarta-feiras, a Câmara deve finalmente votar a matéria.

Por entender que o Código Florestal precisa de atualização, o Instituto Ethos declara seu apoio ao manifesto “Por um Novo Código Florestal Moderno e Necessário para o Desenvolvimento do Brasil”.

Articulado pelo Diálogo Florestal, iniciativa que reúne empresas do setor de base florestal e organizações ambientalistas, o manifesto foi lançado em março deste ano e apresenta ao país uma proposta de consenso entre esse setor produtivo e a sociedade civil organizada a respeito da revisão do Código Florestal Brasileiro, com várias sugestões que endossamos, entre as quais:

- Não diminuir a proteção de áreas ambientalmente importantes;
- Adotar mecanismos de incentivo à proteção, à restauração e à produção em bases sustentáveis;
- Instituir políticas de pagamento por serviços ambientais oferecidos pelas florestas, como água, carbono, biodiversidade, solo, paisagem, conforto e recreação;
- Garantir a isonomia das florestas plantadas com os demais tipos de atividades de produção agrícola perante a legislação ambiental;
- Considerar como “de interesse nacional” a recuperação vegetal em áreas de preservação permanente e reserva legal;
- Manter a responsabilidade da pessoa física e da pessoa jurídica sobre as áreas ilegalmente desmatadas (ou seja, não anistiar);
- Manter os parâmetros existentes para as áreas de preservação permanente (APPs) de mata ciliar como forma de conservar os recursos hídricos;
- Elaborar critérios para computar as APPs no cálculo da reserva legal, mantidos os percentuais atuais por bioma, sem implicar a conversão de áreas e recuperando o que falta. Este princípio pode ser aplicado a propriedades de qualquer tamanho;
- Avançar no conceito de restaurar e reflorestar, sobretudo em biomas extremamente fragmentados, como a Mata Atlântica;
- Considerar como instrumento básico de aplicação do Código Florestal Brasileiro e das políticas a ele relacionadas o Cadastro Ambiental Rural, constituído do perímetro georreferenciado de cada propriedade sobreposto ao mapa de uso do solo e a imagens de satélite, referendado pelo órgão público competente;

O Código Florestal é o marco legal necessário e adequado para compatibilizar e regular produção rural e proteção ambiental, evitando, com isso, o risco de colapso dos serviços ambientais, adaptando o país à realidade das mudanças climáticas e contribuindo para a construção de uma economia inclusiva, verde e responsável.

Jorge Abrahão
Presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social


Leia, nesse post, os comentários dos integrantes do Diálogo Florestal a respeito do apoio do Instituto Ethos às propostas de consenso sobre a atualização do Código Florestal

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Instituto Ethos apoia as propostas de consenso do Diálogo Florestal para o Código Florestal

Iniciativa de empresas de base florestal e organizações socioambientais busca aperfeiçoar a legislação em debate no Congresso Nacional
São Paulo, 2 de maio de 2011 – O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social anunciou nesta segunda-feira seu apoio à proposta de consenso para 16 pontos específicos do Código Florestal Brasileiro, elaborado pelo Diálogo Florestal – iniciativa que reúne empresas de base florestal e organizações socioambientais. O documento tem como objetivo contribuir para o aprimoramento e a modernização da legislação vigente, buscando a compatibilização entre a produção rural e a proteção ambiental e efetividade.

Além de apoiar a proposta, o Instituto Ethos mobilizou seus associados, promovendo a adesão de empresas de diversos setores à iniciativa. “O Código Florestal é o marco legal necessário e adequado para, por meio da busca desse equilíbrio, adaptar o País à realidade das mudanças climáticas e contribuir para a construção de uma economia inclusiva, verde e responsável. As propostas do Diálogo Florestal apontam para essa direção e, por isso, decidimos endossar essa importante iniciativa”, afirma Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos.

Segundo Jose Luciano Penido, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), a proposta do Diálogo Florestal contempla a visão de desenvolvimento das empresas de base florestal, com planos de expansão no país, e a preocupação legítima das organizações socioambientais com a preservação do meio ambiente e da agricultura familiar. “O apoio do Instituto Ethos mostra que construímos uma alternativa viável e reforça a amplitude das propostas, mostrando que extrapolam o setor de base florestal, beneficiando toda a sociedade”, comenta.

Para Beto Mesquita, diretor do Instituto BioAtlântica e membro do Conselho de Coordenação do Diálogo Florestal, “o perfil dos associados do Ethos que aderiram às propostas mostra a importância do assunto para a sociedade. Não são apenas as empresas do agronegócio e os ambientalistas que estão preocupados com o novo Código Florestal. Afinal, trata-se de uma legislação que afeta todas as áreas da economia brasileira".

As 16 propostas de consenso para o Código Florestal (disponíveis em www.dialogoflorestal.org.br) tratam de questões como incentivos econômicos para recuperação de áreas, mudanças climáticas, valorização do carbono florestal, pagamento por serviços ambientais, negócios sustentáveis, entre outros temas. Destaca, também, que o país precisa de uma legislação florestal “forte, com robustez científica e respaldada por políticas públicas inovadoras e instituições comprometidas com a proteção e ampliação da cobertura florestal brasileira.”

A proposta de consenso do Diálogo Florestal, lançada no dia 24 de março foi apresentada a parlamentares, como os integrantes da Câmara conciliatória do Código Florestal na Câmara dos Deputados; a representantes do poder Executivo envolvidos na discussão do tema e entidades do setor produtivo

Empresas mobilizadas pelo Instituto Ethos que aderiram à proposta de consenso do Diálogo Florestal para o Código Florestal
Agropalma
Alcoa
Alfredo A. Possebon Filho & Cia Ltda.
Amata S.A.
Beraca Sabará Químicos e Ingredientes S.A.
Café Faraó Ltda.
Corpore BR – Gestão de Ativos Imobiliários
EBCF – Empresa Brasileira de Conservação de Florestas
ecosSISTEMAS Inteligência para Sustentabilidade
Embaré Indústrias Alimentícias S.A.
Firmenich & Cia Ltda.
Grupo Centroflora (Anidro do Brasil Extrações Ltda.)
Imagens Educação/Conteúdo e Forma Produções Culturais Ltda.
Moraes Leme Consultoria Empresarial
Natura Cosméticos S.A.
Natureza em Foco – Produtora Multimídia
PRVS Corretora de Seguros S/S Ltda.
Quatre Recursos Humanos
Sama S.A. Minerações Associadas
Scalare Consultoria em Logística Ltda.
Sol Meliá Hotels & Resorts
TerraSistemas Brasil Análise de Sistema Ltda.
Yázigi

Empresas e organizações socioambientais que lançaram as propostas de consenso do Diálogo Florestal para o Código Florestal
Empresas:
Bonet Madeiras e Papéis Ltda.
BSC – Bahia Specialty Cellulose
Cambará S.A.
Celulose Irani S.A.
Celulose Nipo Brasileira S.A. (Cenibra)
CMPC – Celulose Riograndense
Cocelpa – Cia. de Celulose e Papel do Paraná
Ferrous Resource
Fibria Celulose S.A.
Hidrotérmica S.A.
Ibema Cia. Brasileira de Papel
Iguaçu Celulose, Papel S.A.
International Paper do Brasil Ltda.
Jari Celulose S.A.
Klabin S.A.
Lwarcel Celulose e Papel Ltda.
Melhoramentos Florestal S.A.
Miguel Forte S.A.
Nobrecel S.A. Celulose e Papel
Norske Skog Pisa Ltda.
Primo Tedesco S.A.
Rigesa Celulose, Papel e Embalagens Ltda.
Santa Maria – Cia. de Papel e Celulose
Siderúrgica Alterosa
Sindicato das Indústrias Extrativas de Minas Gerais (Sindiextra)
Stora Enso Arapoti Ind. de Papel S.A.
Suzano Papel e Celulose S.A.
Trombini Embalagens S.A.
Veracel Celulose S.A.

Organizações do Terceiro Setor:
Amigos da Terra – Amazônia Brasileira
Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES/MG)
Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba (ACEVP)
Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi/SC)
Associação dos Fotógrafos de Natureza (AFNATURA)
Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda)
Assoc. Profissional dos Engos. Florestais do Estado do RJ (APEFERJ)
Centro de Estudos Ambiente Brasil (MG)
Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica
Conservação Estratégica
Conservação Internacional (CI)
Fundação Biodiversitas (MG)
Fundação Relictos (MG)
Fundação SOS Mata Atlântica
Grupo Ação Ecológica (GAE/RJ)
Iniciativa Verde (SP)
Instituto Amigos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica
Instituto BioAtlântica (IBio)
Instituto de Manejo e Certificação Agrícola e Florestal (Imaflora)
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM)
Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê)
Instituto do Homem e o Meio Ambiente da Amazônia (Imazon)
Instituto Eco Solidário
Instituto Espinhaço de Biodiv., Cultura e Desen. Socioambiental
Instituto Floresta Viva (IFV/BA)
Instituto Guaicuy (Projeto Manuelzão/MG)
Instituto Socioambiental (ISA)
Instituto Terra Brasilis (MG)
Instituto Xopotó (MG)
Movimento Pró Rio Todos os Santos e Mucuri (MG)
Movimento Verde de Paracatu (MG)
Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais (SBEF)
The Nature Conservancy (TNC)
Valor Natural
WWF-Brasil

Porta-vozes para entrevistas:

Jorge AbrahãoPresidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
Contato: Cristina Spera, cspera@ethos.org.br, (11) 3897-2444 / 8895-5740

Jose Luciano PenidoPresidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa)

Elizabeth de CarvalhaesPresidente executiva da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa)
Contatos:
Thaís Mattos, thais@bracelpa.org.br, (11) 3018-7829 / 7138-7675
Silvia Maiolino, silvia@bracelpa.org.br, (11) 3018-7803 / 7540-7594

Beto MesquitaDiretor do Instituto BioAtlântica (IBio) e membro do Conselho de Coordenação do Diálogo Florestal
Contato: Thadeu Melo, thadeu@bioatlantica.org.br, (21) 2535-3940 / 9464-5038

Raul do ValleCoordenador Adjunto Instituto Socioambiental (ISA)
Contato: Oswaldo Braga oswaldo@socioambiental.org, (61) 3035-5104 / 9103-2127

Ana Cristina Barros Representante da The Nature Conservancy (TNC) no Brasil
Contato: Luiz Soares, luiz@lead.com.br, (11) 3168-1412 / 8752-4637

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