terça-feira, 3 de agosto de 2010

Lançamento do Movimento Empresarial pela Proteção e Uso Sustentável da Biodiversidade

O Instituto Ethos convida para o Lançamento do Movimento Empresarial pela Proteção e Uso Sustentável da Biodiversidade, a ser realizado no dia 5 de agosto de 2010, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), com a presença da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

“É possível tornar mais sustentáveis produtos de grandes marcas”

É possível oferecer produtos de consumo de massa fabricados com critérios de sustentabilidade a preços acessíveis ao consumidor?

Os executivos da Walmart Brasil fizeram-se esta pergunta e decidiram que sim, era possível. Convidaram dez grandes marcas para participar deste desafio e lançaram em conjunto o projeto Sustentabilidade de ponta a ponta, em janeiro de 2010.

Com apoio do Centro de Tecnologia de Embalagens (Cetea), do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, a Walmart analisou em detalhes a produção de alguns itens - da matéria-prima ao descarte – e orientou as fabricantes a proceder a transformações simples que mostraram grande resultado na preservação de recursos naturais, na redução de custos de produção, no melhor preço final ao consumidor e na ampliação da margem de lucro, inclusive em relação ao produtos fabricados da maneira, digamos, tradicional.

As marcas e empresas que participaram do projeto são as seguintes:
- o achocolatado Toddy Orgânico, da Pepsico;
- a linha de águas Pureza Vital, da Nestlé;
- o amaciante Comfort Concentrado, da Unilever;
- o Band-Aid, da Johnson&Johnson;
- o desinfetante Pinho Sol, da Colgate-Palmolive;
- a esponja de banho Ponjita Naturals Curauá, da 3M;
- a fralda Pampers, da Procter&Gamble;
- o Matte Leão Orgânico, da Coca-Cola Brasil;
- a linha de óleos vegetais Liza, da Cargill
- e o sabão TopMax, do Walmart, fabricado pela empresa gaúcha Bertolini.

O papel do Walmart foi garantir suporte técnico – representado pelo CETEA – para todo o processo de desenvolvimento do produto, avaliando a aplicabilidade do aspecto sustentável do início ao fim da cadeia produtiva. Além disso, a empresa ofereceu a garantia de compra, bem como visibilidade e exposição diferenciadas destes itens no ponto de venda.

Comprovam o sucesso da iniciativa o fato de muitas destas marcas já estarem sendo comercializadas por outras redes de supermercados e mesmo em mercearias de bairro. Em alguns casos, como o do amaciante concentrado, algumas marcas já copiaram o conceito e a própria Unilever ampliou a experiência, lançando o Omo – a marca mais lembrada do país – no formato concentrado. As vantagens dos concentrados: menor consumo de água, energia e insumos na sua fabricação; menor teor de fosfato; embalagens menores; maior capacidade de armazenamento e transporte por m2; melhor preço ao consumidor (uma embalagem de concentrado rende o mesmo que uma embalagem de 2 litros e tem o preço praticamente idêntico).

Agora, a Walmart vai aumentar o leque de produtos. Já firmou parceria com mais quinze grandes fabricantes de produtos de massa e, no início, de 2011, vai lançar outros produtos com critérios de sustentabilidade. As empresas são: Ambev, Bunge, Cadbury Adams, Loreal, Kimberley Clark, Danone, Phillips, Mars Brasil, Santher, Sara Lee, Whirlpool, Reckit Beckinser, Ceras Johnson, Sadia e a marca própria Walmart.

O projeto Sustentabilidade de Ponta a Ponta faz parte de uma transformação maior pela qual vem passando a Walmart. Um processo que se iniciou em 2005, quando a matriz definiu a estratégia mundial da empresa baseada em três pilares de sustentabilidade: Clima e Energia, com foco na redução das emissões de carbono e na eficiência energética; Resíduos, com foco na gestão dos seus próprios resíduos e na diminuição do uso de embalagens nos produtos comercializados; e em Produtos, com ênfase na mudança das cadeias de fornecedores.

No Brasil, a Walmart foi uma das redes varejistas pioneiras no monitoramento de desmatamento e trabalho escravo na cadeia da carne. Em 2008 estabeleceu metas corporativas compatíveis com o desenvolvimento sustentável e, em 2009, firmou o Pacto pela Sustentabilidade Walmart Brasil, com CEOs de 20 grandes indústrias. Eles subiram ao palco para assinar um compromisso e firmar acordos em prol de práticas mais sustentáveis em toda a cadeia de suprimento. Entre os pactos, na área de cadeia produtiva e redução de embalagem, as empresas se comprometeram em:

1. Compras responsáveis
o Reduzir em 70% o fosfato nos detergentes para lavanderia e cozinha até 2013;
o Oferecer produtos de lavanderia, no mínimo, 2 x mais concentrados até 2012;
o Oferecer pelo menos 1 produto orgânico por categoria de alimentos até 2012;
o Estimular as vendas de produtos com diferencial em sustentabilidade;
o Apoiar e estimular o desenvolvimento de produtos de ciclo fechado;
o Produtos de Marca Própria do Walmart Brasil devem liderar pelo exemplo em sustentabilidade.

2. Redução de Resíduos
o Reduzir as embalagens em 5% até 2013;
o Reduzir o consumo de sacolas plásticas em 50% até 2013.

AMAZÔNIA
o Pacto da Madeira – Promover o financiamento, produção, uso, comercialização e consumo de madeiras e produtos florestais apenas com certificação de origem sustentável.
o Pacto da Soja – Estabelecer restrições ao financiamento, produção, uso, distribuição e consumo de grãos de soja (in natura ou processado) que tenham origem em áreas de desmatamento ilegal na Amazônia.
o Pacto pela Erradicação do Trabalho Escravo – Estabelecer restrições comerciais às empresas e/ou pessoas identificadas em sua cadeia produtiva que se utilizem de condições degradantes de trabalho associadas a práticas que caracterizem escravidão.
o Pacto da Pecuária – Não participar do financiamento, uso, distribuição, comercialização e consumo de produtos pecuários que tenham qualquer ilegalidade em sua cadeia, principalmente desmatamento e trabalho análogo ao escravo. Exigir dos fornecedores de carne bovina plano de auditoria independente e de reconhecimento internacional que assegure que os produtos comercializados pelo Walmart não são procedentes de áreas de devastação da Amazônia.

Quando penso nas mudanças pelas quais esta rede varejista passou nos últimos anos, aumenta minha confiança no papel protagonista das empresas para a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável. E, mais ainda, no papel das empresas brasileiras neste avanço, pois a Walmart Brasil tem e teve muita influência nos caminhos adotados pela direção mundial no rumo da sustentabilidade.

Divulgado na Rádio CBN no dia 02 de agosto de 2010.

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

“RSE nas múltis é adotar padrão único elevado em todos os países”

 2000, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aprovou critérios para o combate a suborno a funcionários públicos por parte de empresas transnacionais, tornando crime no país de origem da empresa a corrupção praticada em qualquer outro país onde a companhia mantivesse subsidiárias. Até então, a propina era considerada prática legítima, considerada fundamental para garantir a operação da empresa em locais ainda “pouco civilizados”. A história de como estas diretrizes foram adotadas nos dão uma boa idéia de como a questão da ética era tratada na época.

Na Conferência Latino-Americana de Responsabilidade Corporativa na Promoção da Integridade e no Combate a Corrupção, realizada em São Paulo entre 21 e 23 de julho, a diretora para Assuntos Financeiros e Corporativos da OCDE, Carolyn Ervin, relatou por que, finalmente, a entidade resolveu instituir as diretrizes citadas: a corrupção, até então considerada problema de “país pobre”, tornou-se também avassaladora na Europa, promovida pelas mesmas empresas que, até então, registravam nos seus balanços, como despesas ou verbas de representação, as propinas pagas por suas subsidiárias aos agentes públicos e privados das nações menos desenvolvidas.

A corrupção, no entanto, é um dos lados da submissão da economia ao mercado. Existem outras conseqüências nefastas para a sociedade que estão dentro da lei, dependendo do país onde a empresa atue.

No Brasil, há exemplos emblemáticos de descaso com a ética para engordar balanços e dividendos. Dois destes casos já foram comentados aqui na CBN.

Um deles é o da comercialização de agrotóxicos que já estão proibidos na maioria dos países industrializados, mas que continuam a ser vendidos aqui normalmente. Há estudos científicos comprovando que tais substâncias fazem mal à saúde humana e ao meio ambiente. Por que estas empresas continuam a fabricá-los e a vendê-los? Por que a burocracia e o poder do “lobby” ainda evitam a proibição? A conduta corporativa para Europa não deveria ser a mesma para o Brasil? A ética pode ser flexível?

Outro exemplo de diferença de atuação é na indústria farmacêutica, com o remédio fracionado. Um levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revela que, em 2005, 20% da produção farmacêutica foi para o lixo, por descarte de remédios comprados a mais pelos consumidores. Isso significou uma despesa de 4 bilhões de reais para os bolsos do brasileiros, ou, vendo por outro ângulo, de uma receita de 4 bilhões de reais para a indústria, os distribuidores e as farmácias. O fracionamento já é prática comum em vários países e funciona porque fabricantes, distribuidores e farmácias atuam em conjunto em prol deste sucesso. Desde 2006, já existe autorização do Governo Federal para se fracionar medicamentos no Brasil. No entanto, nenhum fabricante está fazendo isso. Há um projeto de lei tramitando desde esta época, o PL 7029/06, que torna o fracionamento obrigatório. Ele já foi aprovado por todas as comissões do Congresso. Só falta ser votado. Não seria interessante aos negócios da indústria farmacêutico participar do esforço da sociedade para que a votação seja feita o mais breve possível? E precisávamos esperar a legislação para ter direito ao remédio fracionado?

O setor empresarial é pivô não apenas na luta contra a corrupção, mas na disseminação de práticas que levem à construção de um modelo de desenvolvimento sustentável. Se as empresas adotassem o padrão mais alto de atuação, teríamos uma competição em bases reais, com benefícios para todos.


Divulgado na Rádio CBN no dia 30 de julhode 2010.

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Portal dos candidatos Ficha Limpa é lançado em São Paulo

Espaço virtual permitirá o acesso dos internautas às informações de campanha dos candidatos, inclusive as doações, doadores e gastos realizados.

Uma grande mobilização popular impulsionou o Congresso Federal a aprovar, em 4 de junho de 2010, a Lei Complementar nº. 135, mais conhecida como Lei da Ficha Limpa, sobre a vida pregressa dos candidatos. Também por pressão da opinião pública, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela vigência dessa legislação já a partir do pleito de 2010. No entanto, a sociedade quer mais. Quer acompanhar a campanha de cada candidato, examinar as informações cadastradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), comentar aspectos de cada campanha. Enfim, exercer controle social, ampliar sua participação no processo eleitoral e valorizar seu voto. Por isso, a Articulação Brasileira Contra a Corrupção e a Impunidade (Abracci), o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e o Instituto Ethos lançaram nesta quarta-feira (28/7), em São Paulo, e na quinta-feira (29/7), em Brasília, o site Ficha Limpa.

O site apresenta um cadastro voluntário e positivo de candidatos que atendem à Lei da Ficha Limpa e se comprometem com a transparência de sua campanha eleitoral. Isso significa que, além de estarem se posicionando de acordo com a lei, esses candidatos se dispõem a ir além da lei, assumindo um compromisso a mais, o de proceder à prestação de contas de sua campanha eleitoral, informando semanalmente a origem e o montante dos recursos obtidos, bem como os gastos realizados.

Pela legislação eleitoral, o candidato só precisa prestar contas aos tribunais eleitorais trinta dias após o término do pleito. O site Ficha Limpa vai além da lei ao demandar que essas informações financeiras sejam atualizadas semanalmente.

As informações dos candidatos cadastrados no site Ficha Limpa estarão disponíveis para acesso de qualquer internauta, por um sistema de busca que pode combinar filtros como nome, número no TRE, idade, gênero, cor ou etnia, cargo a que concorre, Estado e partido.

O site também permitirá ao internauta questionar o teor das informações dos candidatos ali registrados, mediante a apresentação de documentos comprobatórios. As possíveis denúncias serão recebidas pelo administrador do site e encaminhadas aos órgãos competentes. Para questionamentos em geral ou referentes a candidatos não cadastrados no site, haverá a área de links úteis, com acesso direto a outros canais públicos de denúncia.

“Sem um controle social democrático, a Lei Ficha Limpa pode acabar no esquecimento, como tantas outras boas legislações no Brasil”, avalia o presidente do Instituto Ethos, Oded Grajew. “Por isso, é importante que o eleitor cobre de seu candidato o registro no site Ficha Limpa, acompanhe as informações e mobilize outras pessoas a fazer o mesmo em relação aos demais candidatos”, salienta ele, que pergunta: “Qual dos inúmeros escândalos do país não tem sua origem no financiamento político de campanha?”

Vale lembrar que as punições previstas na Lei da Ficha Limpa vão de multa (entre R$ 1.000 e R$ 50 mil) até a cassação do próprio mandato, se o candidato for eleito, caso a Justiça considere que houve informações incorretas a respeito de sua vida pregressa, da origem de seus recursos e dos seus gastos de campanha.

O site Ficha Limpa entra no ar a partir de quinta-feira (29/7), pelo link http://www.fichalimpa.org.br/ ou pelo link http://www.fichalimpaja.org.br/.

Por Cristina Spera (Instituto Ethos)

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Instituto Ethos convida para lançamento do site Ficha Limpa nas Eleições

Site Ficha Limpa será lançado dia 28/07, quarta-feira, no Instituto Ethos, em SP

No próximo dia 28 de julho, quarta-feira, às 10h, o Instituto Ethos vai lançar em nível nacional uma importante iniciativa da sociedade civil para tornar o processo eleitoral mais ético e transparente, bem como para ampliar o controle social das eleições. Trata-se do site Ficha Limpa, que vai permitir ao eleitor acessar as informações cadastrais e financeiras dos candidatos.

Para saber mais, venha até o Instituto Ethos, no dia 28, às 10 horas.

Vamos servir café da manhã aos presentes.

Abraços e até lá!
Serviço
Coletiva de lançamento do site Ficha Limpa
(Com café da manhã)
Dia 28 de julho de 2010
Das 10 às 11h30
Rua Dr. Fernandes Coelho 85 10º. Andar - Pinheiros
Favor confirmar sua presença com:
Cristina Spera – cspera@ethos.org.br
11 8895-5740 / 3897-2444

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UniEthos abre inscrições para cursos em São Paulo

Fundado pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, o UniEthos é uma organização voltada ao desenvolvimento da sustentabilidade e da gestão socialmente responsável na estratégia e nas práticas de negócio das empresas, e no próximo mês oferece dois cursos voltados a profissionais interessados em melhorar a forma de gestão de suas empresas.

Indicadores Ethos de Responsabilidade Social Empresarial
05 e 06 de agosto de 2010 – São Paulo (16 horas)
O curso Indicadores Ethos de RSE – Diagnóstico e Planejamento para a Gestão Socialmente Responsável tem por objetivo capacitar os gestores para que realizem a auto-avaliação das práticas de sustentabilidade e responsabilidade social das empresas (RSE). Ele apresenta um panorama da RSE e do desenvolvimento sustentável no Brasil e no mundo, demonstra a importância do engajamento das partes interessadas e as ferramentas de gestão que auxiliam na incorporação sustentabilidade na gestão das empresas. Para a realização do diagnóstico e planejamento da gestão socialmente responsável, o curso foca no conhecimento dos Indicadores Ethos de RSE.

Relatório de Sustentabilidade GRI
26 e 27 de agosto de 2010 – São Paulo (16 horas)

O relatório de sustentabilidade é a principal ferramenta de comunicação do desempenho social, ambiental e econômico das organizações e o modelo de relatório da Global Reporting Initiative (GRI) é atualmente o mais completo e mundialmente difundido.

A GRI foi criada com o objetivo de elevar as práticas de relatórios de sustentabilidade a um nível de qualidade equivalente ao dos relatórios financeiros. O conjunto de diretrizes e indicadores da GRI proporciona a comparabilidade, credibilidade, periodicidade e legitimidade da informação na comunicação do desempenho social, ambiental e econômico das organizações.

O Curso Relatório de Sustentabilidade GRI objetiva a capacitação dos participantes no processo de elaboração do relatório de sustentabilidade, que inclui o preparo, engajamento das partes interessadas, definição do conteúdo, monitoramento e relato, proporcionando a reflexão, mensuração e relato do desempenho social, ambiental e econômico de suas organizações.

Inscreva-se já em http://www.uniethos.org.br/, as vagas são limitadas.

Conheça também no site o programa do curso Gestão Estratégica para a Sustentabilidade que já esta em sua 4ª edição e é voltado para empresas na busca por uma nova cultura que inclua a ética no centro das relações e a incorporação das práticas de sustentabilidade na gestão dos negócios, e para isso buscam capacitação para seus líderes. O Uniethos já esta formando a turma para 2011, garanta a vaga de sua empresa na próxima turma.

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

“A sustentabilidade e os executivos ao redor do mundo”

A Accenture apresentou, na última reunião do Pacto Global, realizada em Nova York no final de junho, uma pesquisa que ela fez com 766 presidentes de empresas em 100 países, representando 25 setores da economia. Foram entrevistados presidentes de companhias como o Santander, Nestlé, Natura, Diageo, UBS, Renault Nissan, Novartis, Phillips, Ericsson e Alcoa, entre outras. O estudo se chama “Uma nova era para a sustentabilidade: Estudo 2010 do Pacto Global e da Accenture”.

A maior parte dos entrevistados veio de empresas na Europa – 456. Outros vieram das três Américas, 113 da Ásia e 58 da África e Oriente Médio. Entre os setores, 18% representavam empresas de serviços, 14% de bens de consumo, 8% Transporte e Infraestrutura, 7% Energia, 5% Bancos e, em seguida, outros segmentos como metal mecânico, eletrônico, saúde e automotivo.

Embora não seja uma pesquisa científica, foi o maior estudo sobre sustentabilidade entre CEOS já feito por uma consultoria, pela abrangência de países e setores, bem como pelo número de presidentes que participaram.

As estatísticas revelam que o mundo dos negócios já se mexe em direção a uma nova economia, mas trata-se de marcha desigual. Na média, 93% dos CEOS afirmam que a sustentabilidade será importante / muito importante para os negócios, mas regionalmente, esta porcentagem atinge 98% na Ásia, 97% na América Latina e na África, 93% na Europa, 90% na América do Norte e 79% no Oriente Médio e norte da África.

A variação por setor da economia é ainda maior: os segmentos Automotivo (com 100%), Bens de Consumo (com 98%) e Bancos (com 97%) as estatísticas dos que consideram que a sustentabilidade será um fator crítico para o sucesso dos negócios. Já Mídia e Entretenimento (com 84%) e Comunicação (com 81%) estão no fim da lista. 70% dos CEOS informaram que estão incorporando mais práticas ambientais, sociais e de boa governança na estratégia das empresas do que há cinco anos.

Concessionárias de serviços públicos lideram o ranking dos setores que declararam mais ter incorporado práticas responsáveis às estratégias de negócios, seguidas por Energia (em alguns países, o setor não depende de concessão pública para funcionar) com 81%, e Bancos, com 74%. Por outro lado, Metalurgia e Mineração e Comunicação estão nos últimos lugares, com 64% e 63%, respectivamente, de respostas que dão conta de avanços nas práticas de RSE, nos últimos cinco anos.

O principal motivo para a adoção imediata da gestão responsável, segundo os CEOS, é a necessidade de restabelecer a confiança no sistema. Aliás, a batalha em prol da confiança no sistema é apontada por 72% dos CEOS como fundamental para a transição para uma nova era de sustentabilidade. Eles também consideram fatores de motivação a potencial redução de custos e incremento de lucro que a sustentabilidade pode trazer. 88% acreditam que precisam integrar a sustentabilidade na cadeia de valor.

Para 72% dos presidentes, a educação é o fator global mais crítico para a sustentabilidade. Segundo os entrevistados, de qualquer ângulo que se avalie o tema, seja econômico, seja puramente financeiro, social ou ambiental, a educação é fundamental para o surgimento de uma nova geração de gestores capazes de administrar o desenvolvimento sustentável.

Outro aspecto interessante da pesquisa é que 58% dos CEOS crêem que consumidores funcionários das próprias empresas e governo, nesta ordem, serão mais fundamentais, nos próximos cinco anos, para a mudança dos negócios em direção ao desenvolvimento sustentável.

E mais: 80% dos presidentes entrevistados acreditam que a sustentabilidade estará mesmo “entranhada” em todos os processos e procedimentos da empresa em 10 ou, no máximo, 15 anos. Mas, para isso, é preciso superar alguns desafios considerados “muito grandes”, tais como:
- institucionalização da estratégia de sustentabilidade por todas as atividades da empresa;
- perda de reconhecimento por parte dos mercados financeiros
- competição com outras estratégias prioritárias da empresa

Entre as ações necessárias para preparar o negócio para uma nova era (de sustentabilidade), os CEOs apontam:
- Consumidores: ampliar as informações para os consumidores;
- Educação: produzir e divulgar novos conhecimentos nas escolas e universidades
- Investidores: adotar atitude mais proativa em relação aos investidores, para garantir e reafirmar que o valor de ações de sustentabilidade pode ser medido e dá retorno.
- Desempenho: medir os impactos positivos e negativos da atividade na sociedade e no meio ambiente, articulando com estes setores o real valor do negócio.
- Regulação: atitude mais proativa, influenciando governos a respeito das leis e regras a serem adotadas

A Natura foi a única empresa, entre as 766 entrevistadas, que declarou que vem se esforçando por adotar medidas que levem ao desenvolvimento sustentável há mais de cinco anos.

Ainda que lentamente, as empresas estão mudando seus negócios e apontando decididamente para a trilha do desenvolvimento sustentável. Por mais que ainda falte construir, um novo mundo já começa a se delinear. Temos que abraçá-lo sem medo.


Divulgado na Rádio CBN no dia 26 de julho de 2010.

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

América Latina concentra 10 dos 15 países mais desiguais, diz relatório

A América Latina se mantém como a região mais desigual do mundo, pois dez dos 15 países com maior disparidade do planeta ficam nesta região, segundo um relatório apresentado nesta sexta-feira (23) na Costa Rica pelas Nações Unidas, que atribui o fenômeno à "herança geracional" e ao maus desempenhos das políticas públicas

O Brasil, apesar dos progressos recentes, segue como um dos países mais desiguais, segundo o relatório.

Para Isidro Solaga, coordenador do relatório regional sobre Desenvolvimento Humano, apresentado em San José, o fenômeno da desigualdade na América Latina é complexo, mas obedece em boa parte a uma "herança geracional" e ao mau desenho de políticas públicas, que na maioria dos casos se limitam ao combate à pobreza.

Veja a íntegra do relatório (original em espanhol).

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) ressalta que a situação do continente é delicada, pois até nos países com melhores resultados, a desigualdade é persistente e elevada.

Para Solaga, "o sistema político da região reforça a reprodução da desigualdade", pois na maioria dos países, por exemplo, os sistemas fiscais são "assimétricos", ou seja, tem uma forte carga no consumo, em lugar de taxar os lucros.

O relatório afirma que a América Latina é um mosaico de realidades políticas e sociais diferentes, mas compartilha o desafio da desigualdade.

A Bolívia, por exemplo, é o país mais díspar do continente. Tem o mesmo nível de desigualdade que Camarões e Madagascar e com um índice de Gini de 60 (em uma escala de 0 a 100, onde 100 é o máximo de desigualdade), fica entre os três países mais desiguais do mundo.

No continente americano ela é seguida pelo Haiti, que mantém uma situação de desigualdade comparável com a da África do Sul e Tailândia, todos com 59 pontos no coeficiente de Gini.

O Brasil e o Equador (índice 56), superam nações como Uganda (índice 55), que têm o mesmo nível de disparidade nas condições de vida de sua população que Honduras, Panamá, Paraguai, Chile, Colômbia e Guatemala, superando Botsuana, Etiópia e Nepal.

Inclusive os países menos desiguais da América Latina - Uruguai, Costa Rica, Venezuela e Argentina -, mantêm níveis de disparidade muito elevados (mais de 45) se comparados com os coeficientes da Europa oriental (entre 24 e 43 pontos), e mesmo com os países desenvolvidos, cujo pico está em Portugal, com um índice Gini de 41.

A herança das condições de vida de uma geração a outra é palpável e preocupante no continente, e demonstra que muitas das políticas para favorecer a mobilidade social foram ineficazes.

Dados do relatório assinalam que, por exemplo, só 3,1% dos jovens cujos pais têm a educação primária incompleta concluem seus estudos universitários.

A desigualdade é clara em quase todos os níveis. A diferença no acesso à água entre a população de maior e menor renda no Peru é de 57%, seguida pela Nicarágua (52%) e El Salvador (45%), enquanto no Uruguai é de apenas 2% e na Costa Rica e Argentina de 4%.

Na Bolívia, os grupos mais ricos têm um acesso 64% maior à eletricidade que os mais pobres. Em Honduras a diferença é de 58% e no Peru chega aos 55%, mas no Chile e Venezuela os dois grupos têm praticamente o mesmo acesso.

Se dividirmos à América Latina por subrregiões não há grandes diferenças, embora o Cone sul seja a região com menos desigualdades e a região andina a de mais disparidades sociais.

Outro elemento comum em toda América Latina é que as maiores vítimas da desigualdade são as mulheres, assim como os indígenas e os afrodescendentes.

As mulheres também são maioria entre os trabalhadores informais, além de receber um salário menor e trabalhar mais horas.

O Pnud enfatizou que os atuais processos de tomada de decisões na região não favorecem a redução da desigualdade, pois é preciso lutar contra a corrupção e desenvolver políticas que vão além do combate à pobreza.

A pesquisa usa dados de 2005 a 2008. No Brasil, os dados são de 2008. Ela leva em conta rendimento, educação e saúde.
Fonte: g1.com.br

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“Quem financia as eleições brasileiras? ”

uem quer ter um raio-x do financiamento político no Brasil não pode deixar de ler a publicação “Responsabilidade Social das Empresas no Processo Eleitoral – Edição 2010”. Este estudo vem sendo lançado sistematicamente pelo Instituto Ethos desde 2002, sempre em anos eleitorais. A cada reedição, são atualizadas as informações sobre a participação das empresas nas eleições; também são reforçadas as diretrizes para a participação transparente e responsável do setor empresarial no processo eleitoral. Este ano, contou com a parceria da Transparency International.

O cerne da questão, que todas as edições buscam sempre reiterar, é que para a democracia brasileira fortalecer-se, a sociedade precisa valorizar a ação do Estado, com suas leis, regras e sanções, em conjunto com a atuação responsável das empresas, da sociedade e dos próprios políticos. O avanço nestas duas frentes tornará as práticas de financiamento mais condizentes com os valores democráticos.

O que salta aos olhos é o aumento do custo das eleições. Na edição de 2008, que trouxe dados de 2004 e 2006, o montante declarado pelos partidos e candidatos ao TSE não chegou a 3 bilhões de reais. Uma cifra impressionante que foi superada pelo levantamento feito para esta edição da publicação, cuja pesquisa na mesma fonte (TSE) revelou que o custo total das eleições do biênio 2006 e 2008 foi de 4, 6 bilhões de reais.

Levando-se em conta o total de eleitores do país – 132 milhões de pessoas –, o custo médio por eleitor é irrisório: são necessários quase R$ 35,00 para informar cada eleitor a respeito das diferenças entre os candidatos a presidente, governador, deputado federal e estadual, prefeito e vereador, ou R$ 5 por eleitor e por cargo. A questão é saber de onde vem o dinheiro. Por isso, esta edição do estudo sobre RSE nas eleições buscou começar a revelar o perfil do financiamento político no Brasil.

Dos 4,6 bilhões de reais, 450 milhões de reais, aproximadamente, vieram de doações feitas por 486 empresas situadas entre as 1000 maiores do ranking da Revista Exame. Para examinar quem são estes doadores, o Ethos e a Transparência Internacional compararam a lista dos financiadores com a das “1000 Melhores & Maiores” da Revista Exame, constatando que 486 são doadoras.

As dez mais importantes doadoras contribuíram com quantias que variaram de R$ 6 milhões a R$ 23 milhões cada uma, enquanto as cem últimas contribuíram com R$ 20 mil.

Indústria da Construção Civil (25,4%), Bens de Consumo (12,4%), Siderurgia e Metalurgia (12,1%) e Bancos (8,3%) são os setores que mais doam para as campanhas. Estas empresas, no entanto, respondem por apenas 10% do total das doações e concentram seus recursos no financiamento de alguns cargos que são: presidente, governador, deputado federal e senador.

É interessante refletir sobre a concentração do financiamento político nas mãos das empresas. Nos países onde só existe financiamento público de eleições, a desigualdade social é próxima de zero, a participação dos cidadãos nas decisões de governos é intensa e as casas legislativas passam por constantes renovações, até porque os parlamentares não têm altos salários, nem verbas de representação.

Outro ponto sobre o qual os brasileiros deveriam também refletir, mais do que isso, cobrar as empresas: quanto do faturamento vai para financiamento político e quanto para projetos sociais? E esta doação política é feita com base em critérios responsáveis? Exige-se contrapartida de interesse público ou prevalece o interesse corporativo? Em vez de doar para partido ou candidato as quantias declaradas no TSE, as empresas não poderiam constituir um fundo para investimento em ações sociais?

Enfim, é importante deixar claro que o Instituto Ethos considera o financiamento político uma ferramenta importante para a ampliação da democracia, desde que feito sob estritos critérios éticos e de espírito público.

Quem quiser ler a publicação, pode acessá-la no site do Ethos gratuitamente.


Divulgado na Rádio CBN no dia 23 de julho de 2010.

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quinta-feira, 22 de julho de 2010

COLETIVA DE IMPRENSA

Manual sobre participação responsável das empresas no processo eleitoral 2010 será lançado sexta-feira, dia 23 de julho, em São Paulo, durante a Conferência Latino-Americana contra a Corrupção, da OCDE.

Instituto Ethos e Transparency International (TI) lançam, no próximo dia 23 de julho, em São Paulo, a versão atualizada do manual “Responsabilidade Social das Empresas no Processo Eleitoral – Edição 2010”.
São Paulo, julho de 2010 - Único levantamento deste tipo no País, a publicação “Responsabilidade Social das Empresas no Processo Eleitoral” vem se transformando em importante referência para a promoção das boas práticas de integridade e contra a corrupção nas empresas, bem como fonte para outras iniciativas similares.

A edição 2010 deste manual traz informações sobre o financiamento de campanhas no Brasil e no mundo, os prós e contras de se usar dinheiro público ou privado no processo eleitoral, os setores da economia que mais fazem doações a políticos, no Brasil, os partidos que mais recebem e um roteiro de como financiar as eleições com responsabilidade.

Presenças confirmadas no evento: Oded Grajew e Paulo Itacarambi, respectivamente presidente e vice-presidente do Instituto Ethos; e convidados especiais.

Após a apresentação dos dados publicação, Oded e Paulo responderão as perguntas dos jornalistas.

SERVIÇO
O quê:
Lançamento da publicação “Responsabilidade Social das Empresas e Processo Eleitoral – Edição 2010”;
Quando: 23 de julho de 2010;
Horário: Das 10h00 às 11h00;
Local: Auditório da Fecomércio;
Endereço: Rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista – São Paulo (SP);


Mais informações à imprensa:
Cristina Spera
cspera@ethos.org.br
Assessoria de Imprensa
Tel: (11) 3897-2444 / (11) 8895-5740

Este estudo é uma realização do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e da Transparency International, com patrocínio da AES Eletropaulo, Energias do Brasil, Infraero, Natura e Samarco, e com apoio da CPFL Energia, Suzano e WalMart Brasil

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