quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Exigências ambientais como incentivo a inovações

Post enviado por Cristina Spera
26 de agosto de 2009
São Paulo - SP

Pode a legislação ambiental cada vez mais restritiva incentivar a criatividade e o empreendedorismo?

Sim e as grandes construtoras brasileiras, que já exportam seus serviços para muitos países, sabem disso.


No seminário realizado ontem, no WTC, “Brasil e as mudanças climáticas: oportunidades para uma economia de baixo carbono”, Otávio Marques de Azevedo, diretor-presidente da Andrade Gutierrez, comentou o exemplo da própria empresa que dirige. Responsável pela construção das grandes hidrelétricas do país e de obras de infra-estrutura aqui e lá fora, a AG foi adaptando seus métodos, processos e serviços às exigências ambientais cada vez mais restritivas. A preocupação atual com o baixo impacto é generalizada, em contraste com os anos 70, por exemplo, quando a questão era apenas crescer. Neste período, a Andrade Gutierrez participou do consórcio que ergueu a hidrelétrica de Tucuruí, cujo lago é hoje considerado uma verdadeira bomba emissora de gás metano. Em contraste, a empresa hoje está construindo, em parceria com a Carioca Christiani Nielsen, o gasoduto Coari-Anamã, um trecho de 196 km que atravessa oito municípios do estado do Amazonas, passa por floresta fechada e rios de até 60 m de profundidade, em áreas onde chove muito e, por isso, o solo é saturado, dificultando a locomoção. As obras, iniciadas em 2006, precisaram atender também ao quesito de baixo impacto ambiental. Por isso, este gasoduto – que tem outros três trechos construídos por outros consórcios – já é considerado um marco na engenharia brasileira.

Esta obra monumental vem exigindo superação e criatividade dos profissionais envolvidos. O trecho é constituído por uma linha-tronco de 196 km e 20 polegadas de diâmetro, com mais 75 km de ramais de 10 polegadas de diâmetro. Estes dutos foram construídos em áreas pantanosas de grandes inundações e dificuldades climáticas, em meio à floresta densa que precisava manter-se intocada. Em um trecho do caminho, foi preciso atravessar o rio Solimões, por baixo, com largura entre as margens de quase 2km.

Os métodos tradicionais de engenharia e de logística não dariam conta dos desafios. Por isso, a Andrade Gutierrez inovou. Usou GPS para realizar as perfurações nos lugares exatos, importou e adaptou equipamento de perfuração com baixo impacto, transportou tubos por helicópteros e levou estruturas pré-montadas em balsas para armazenar o material (de modo que, depois da obra, pudessem ser recolhidas, sem deixar resíduos na floresta).

O licenciamento ambiental foi obtido por meio de estudos elaborados pela Universidade Federal do Amazonas que, para redigir o documento final, realizou audiências públicas em todos os municípios do traçado do gasoduto, com mais de três mil participantes. Por causa do licenciamento, foram estabelecidos os ramais secundários para a entrega do gás em todos os oito municípios (não previstos no projeto original) e um programa de compensações socioambientais que está melhorando a vida de 135 comunidades e dos moradores das cidades cortadas pelo gasoduto. Por isso, este licenciamento tornou-se referência internacional para este tipo de obra.

Para aqueles que ainda vêem a legislação ambiental como “obstáculo”, este é um exemplo de que ela promove inovação.

Esta é o tema de Sério Mindlin, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, no boletim Responsabilidade Social, da rádio CBN, no último dia 26 de agosto.


O boletim Responsabilidade Social vai ao ar pela rádio CBN FM, todas as segundas, quartas e sextas-feiras às 15h. O boletim faz parte do programa CBN Total, apresentado por Adalberto Piotto.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Empresas brasileiras assumem compromisso de reduzir emissões

Post enviado por Cristina Spera
São Paulo - SP
24 de agosto de 2009

A pouco menos de 100 dias da reunião do COP-15 em Copenhague, empresas brasileiras lançam amanhã uma carta aberta ao Brasil na qual assumem publicamente o compromisso de reduzir suas emissões. A carta também traz uma série de sugestões para influenciar a posição do governo brasileiro na 15ª Conferência das Partes.

O documento será entregue ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e ao negociador-chefe da delegação brasileira em Copenhague, Luiz Alberto Figueiredo Machado, no seminário Brasil e as Mudanças Climáticas – Oportunidades para uma economia de baixo carbono, que será realizado amanhã pela manhã, no WTC. Entre outros pontos, o documento ressalta a importância da criação de mecanismo de incentivo para a redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD), incluindo a conservação e o manejo florestal sustentável. Com isso, é possível criar valor econômico para a floresta em pé, ou para o desmatamento evitado.

No entanto, mais do que manter a floresta em pé, o Brasil precisa se desenvolver e melhorar saúde, educação e emprego para todos os brasileiros. O REDD pode colaborar com estas metas? Ao assumir metas voluntárias de redução, as empresas brasileiras assumem protagonismo na construção do desenvolvimento sustentável? O que você recomendaria ao governo brasileiro para a reunião de Copenhague?

Ouça o comentário de Sérgio Mindlin às 15h, no boletim Responsabilidade Social da rádio CBN e escreva aqui o seu comentário.

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Futebol e sustentabilidade

Mensagem enviada por Cristina Spera
São Paulo - SP
21 de agosto de 2009

O Coritiba completa seu centenário em 2009 e, como uma das comemorações, organizou o “jogo verde” contra o Palmeiras, no último dia 19 de agosto, no estádio Couto Pereira.

Por que verde?

Porque, com a parceria de uma consultoria ambiental, realizou um inventário das emissões da partida, levando em conta o deslocamento na cidade das torcidas, times e árbitros, hospedagem e viagens das delegações de fora, consumo de energia e água no estádio, produção de lixo orgânico e de resíduos sólidos e até queima de fogos de artifício. No total, foram 30 toneladas que foram compensadas pelo plantio de 30 árvores.

Esta atitude foi mero marketing ou alguns times de futebol no Brasil também vão puxar uma mudança cultural rumo à sustentabilidade? Aliás, a gestão responsável dos clubes pode acabar com a violência no futebol? As torcidas podem ter papel positivo na sociedade?

Esta é o tema de Paulo Itacarambi, vice-presidente do Instituto Ethos, no boletim Responsabilidade Social, da rádio CBN, no último dia 21 de agosto.

Se você quiser ouvir a íntegra deste comentário, clique aqui.

O boletim Responsabilidade Social vai ao ar pela rádio CBN FM, todas as segundas, quartas e sextas-feiras às 15h. O boletim faz parte do programa CBN Total, apresentado por Adalberto Piotto.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Construção civil industrializada: salto para a sustentabilidade?

Mensagem enviada por Cristina Spera
São Paulo - SP

A retomada das habitações populares no Brasil, graças ao incentivo estatal, está impulsionando a industrialização da construção civil em nosso país, baixando os custos e diminuindo a produção de resíduos. O Brasil tem um déficit de 8 milhões de moradias e precisa também de 1,5 milhão delas todo ano para dar conta da demanda vegetativa (pessoas que se casam, divorciam-se, enviúvam, saem da casa dos pais, etc). A construção e seus fornecedores empregam 15 milhões de trabalhadores (4 milhões deles diretos na construção) e são responsáveis por 18% do PIB. O macrossetor expandido demanda perto de 100 bilhões de reais / ano em minerais, metalurgia, material elétrico e madeira, entre outros itens, movimentando, assim, vários segmentos da economia.

Por outro lado, de acordo com a Associação Brasileira de Materiais de Construção (Abramat), a informalidade é de 61% na construção e de 27% no segmento de materiais. Sem falar na geração de resíduos. A média mundial de resíduos de construção por habitante/ano, calculada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), é de 450 kg. No Brasil, isto representa um “lixo” de 80 milhões de toneladas por hab/ano, formado, basicamente, por materiais cerâmicos (52%), concreto (33%), argamassas (16%), gesso (15%) e madeira (8%).

Estamos diante de um cenário que pode levar a construção civil a um salto para a sustentabilidade? O setor tem potencial para criar centenas de milhares de empregos verdes imediatamente? Pode adotar a agenda do trabalho decente? Qual o papel do setor privado na solução dos problemas seculares delineados acima? E o Estado? Pode fazer mais?

Esta é a discussão feita por Paulo Itacarambi, vice-presidente do Instituto Ethos, no boletim Responsabilidade Social, da rádio CBN, no último dia 19 de agosto.

Se você quiser ouvir a íntegra deste comentário, clique aqui.

O boletim Responsabilidade Social vai ao ar pela rádio CBN FM, todas as segundas, quartas e sextas-feiras às 15h. O boletim faz parte do programa CBN Total, apresentado por Adalberto Piotto.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Como anda a RSE?

Como avançou o engajamento das empresas brasileiras com a responsabilidade socioambiental?
A pesquisa Práticas e Perspectivas da Responsabilidade Social Empresarial no Brasil 2008 realizada pelo Ibope em parceria com o Ethos e o Akatu mostra alguns resultados do movimento.

Os resultados e implicações da pesquisa foram debatidos em um seminário promovido pelo Instituto Ethos com mediação da jornalista Célia Rosemblum, do jornal Valor Econômico, e a participação do presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar, do presidente do Ethos, Ricardo Young, e do vice-presidente, Paulo Itacarambi.

Clique aqui para saber mais sobre esta conversa

Confira aqui a versão virtual da pesquisa

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Comunicação e sustentabilidade, uma conversa com Miriam Vilela, do movimento Carta da Terra

Conheça um pouco das questões relacionadas ao tema comunicação e sustentabilidade que foram debatidas em um sarau realizado pela equipe do Instituto Ethos com a participação de Miriam Vilela, diretora-executiva da Secretaria da Carta da Terra, órgão que coordena o movimento em todo o mundo, e Cristina Moreno, coordenadora da iniciativa no Brasil.

Como deve ser a comunicação para a sustentabilidade?



Algumas questões foram levantadas em relação à forma como comunicamos a sustentabilidade. Como dar sentido a esse conceito para que ele atinja o maior número de pessoas? Como vincular, por exemplo, a Carta da Terra a outros programas que já tocam a sociedade brasileira, por fazerem sentido para as pessoas? É preciso mudar o processo habitual de educação, que separa tudo em diferentes “caixinhas”. O be-a-bá da sustentabilidade nos ensina a importância de conectarmos tanto as responsabilidades como as ações para resolver cada problema, considerando o princípio a ser seguido.

Qual é a importância da sensibilização nesse processo?
A Carta da Terra é um movimento que possui várias portas de entrada. Pode ser a paixão pela luta contra a desigualdade social, por exemplo, bem como causas ambientalistas ou em favor dos direitos humanos. No entanto, a principal porta de entrada é aquela que mostra para as pessoas, entidades e empresas que elas têm a capacidade e o poder de fazer algo. A Carta da Terra é, portanto, uma chamada para o protagonismo. Cada um pode ser protagonista do movimento no local em que vive ou atua. E isso se dá a partir da percepção de que somos parte do problema e podemos ser parte também da solução.

Onde saber mais sobre a Carta da Terra no Brasil?
Como parte do trabalho de descentralização do movimento, estão sendo desenvolvidos sites nacionais para relatar a experiência da Carta da Terra nos diversos países. As atividades brasileiras podem ser encontradas no site A Carta da Terra em Ação – A Iniciativa da Carta da Terra Brasil.

Deixe a sua contribuição para este debate: comunicação e sustentabilidade, como aprofundar esta questão?

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

IRBEM - Indicadores de Referência e Bem-Estar no Município

O que faria você se sentir melhor em São Paulo?
O que é importante para a sua qualidade de vida na cidade?

O Movimento Nossa São Paulo convida cada cidadão de São Paulo e cada empresa, organização social, escola, igreja, clube social, time de futebol e grupo de amigos (inclusive virtual) a participar da construção dos Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município. O objetivo é construir um conjunto de indicadores que sirva para orientar ações de empresas, organizações, governos e toda a sociedade, considerando como foco principal o bem-estar das pessoas.

A primeira fase da construção do IRBEM é a consulta pública que se estende até 30 de setembro. A consulta é feita por meio de questionário, elaborado pelos grupos de trabalho e pela secretaria executiva do Movimento. Ao todo são 24 temas nos quais as pessoas podem escolher o que elas mais valorizam para seu bem-estar na cidade.

O preenchimento do questionário, além de ser o ponto de partida para a formulação do IRBEM, é importante também para estimular em todas as regiões da cidade o debate sobre as escolhas da população para alcançar qualidade de vida para todos.

Por isso é fundamental que cada cidadão e organização - social, privada ou pública – se engaje na campanha e estimule a todos os seus colaboradores a participar também. Quanto mais gente colaborar, refletir, debater e pensar soluções, mais chance teremos de construir uma cidade que privilegie o bem-estar da população.

Após a fase de consulta pública, em outubro o Ibope vai selecionar os itens que foram citados como os mais importantes para a qualidade de vida da população para incorporar tais itens na pesquisa anual do Movimento Nossa São Paulo. A pesquisa será realizada em novembro. Em seguida, haverá a sistematização dos dados. Em janeiro, por ocasião do aniversário da cidade, haverá o lançamento do IRBEM.

Os interessados em participar, podem preencher o questionário e estimular familiares amigos, vizinhos e colegas de classe e de trabalho a fazerem o mesmo. Para auxiliar na mobilização, há o material de campanha, como banner para internet, cartaz e folder.

Cronograma do IRBEM

De 15 de junho a 30 de setembro – Pesquisa preliminar com a população.

Outubro – Seleção dos itens que foram citados na pesquisa como os mais importantes para a qualidade de vida da população.

Novembro – Aplicação da pesquisa Ibope com os paulistanos, em amostra proporcional aos vários segmentos da população. Depois disso, será feita a sistematização e a construção do IRBEM.

Janeiro de 2010, aniversário da cidade de SP – Lançamento público do IRBEM.


Clique aqui e responda o questionário!

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Acompanhe a atuação do seu vereador

O site Adote um Vereador foi idealizado pelo Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia, inspirado em desafio lançado pelo jornalista Milton Jung da rádio CBN, em seu programa CBN São Paulo, convidando seus ouvintes a adotar um vereador da capital paulista.


O site Adote um Vereador foi idealizado pelo Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia, inspirado em desafio lançado pelo jornalista Milton Jung da rádio CBN, em seu programa CBN São Paulo, convidando seus ouvintes a adotar um vereador da capital paulista.
Inicialmente, o objetivo era levar o ouvinte a acompanhar o trabalho de um vereador de sua simpatia e a acioná-lo com propostas para serem apresentadas à Câmara Municipal. Em pouco tempo, porém, os ouvintes – e depois internautas – “desvirtuaram” a idéia e passaram a escolher o vereador de que eles menos gostam, para fiscalizá-lo de perto, acompanhar seu comportamento, verificar quanto gastam para manter o gabinete e se comparecem à Câmara ou participam das comissões permanentes.
O site foi montado no começo de janeiro sobre uma plataforma wiki, que vem sendo mantida, de forma voluntária, seguindo os princípios da Wikimedia Brasil. Desde então, o Adote já conquistou a adoção de mais de 80% dos vereadores paulistanos e expandiu-se para outras cidades. Em Taboão da Serra (SP), por exemplo, todos os vereadores já foram adotados.

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

A mobilização vira prioridade

Passados alguns dias da Conferência Ethos 2009, é possível avaliar com mais distanciamento, isto é, num contexto mais amplo, os resultados do evento. As circunstâncias de crise financeira global e o engajamento da sociedade na luta pela sustentabilidade do planeta foram, sem dúvida, fatores que influenciaram os debates ocorridos durante o evento.

Em entrevista a Dal Marcondes, editor responsável da Envolverde, o presidente do Ethos, Ricardo Young, avalia esse cenário e conclui que “o tom da conferência deixou de ser a empresa e passou a ser o movimento de transformação da sociedade”. A rápida entrevista com Young foi realizada no ambiente do evento de lançamento do pacto de sustentabilidade do Wal-Mart, que reuniu mais de 300 fornecedores, 200 ONGs, autoridades, parceiros e funcionários – um claro sinal de que vivemos uma “hipertransformação, com uma hiper-rapidez”.

Dal Marcondes: Como você avalia a Conferência Ethos 2009, que, apesar das circunstâncias de crise financeira global e do acirramento da luta ambiental no Brasil, conseguiu reunir mais de 1.000 pessoas para oficinas e tarefas, num cenário muito mais pragmático do que para discutir conceitos?
Ricardo Young: Eu a avalio muito bem. Chegamos a um pico de 1.100 pessoas num ano em que estávamos esperando um público menor. Eu acho que o tom da conferência deixou de ser a empresa e passou a ser o movimento de transformação da sociedade, da economia na direção da sustentabilidade e a discussão do papel da empresa nesse processo. Eu acho que essa foi a grande mudança. Em conferências anteriores, falava-se do protagonismo da empresa, da cidadania empresarial, mas o foco era muito mais na responsabilidade social, na gestão, nas vantagens e desvantagens. Agora o foco é em como o setor privado se mobiliza nesse contexto para dar a sua contribuição. É interessante você me fazer essa pergunta hoje, aqui, na assinatura de um pacto como este feito pelo Wal-Mart, com cerca de 30 empresas que representam uma parte substantiva do PIB brasileiro. Para mim é um milagre. Se me dissessem há três anos que o Wal-Mart chamaria empresas como a Colgate, a Nestlé e a Unilever para fazer um pacto, eu acharia que não era sonhável. Isso traz a idéia, como disse o Héctor Núñez (presidente do Wal-Mart Brasil), de hipertransformação, de hiper-rapidez. Como todo prognóstico é quase inviável numa situação de hiper-rapidez, dá para dizer então que tudo é possível.

DM: Nesta conferência, vimos muitas empresas perguntando como é que se faz. Você acha que vamos entrar num processo em que as empresas líderes terão um papel demonstrativo de como fazer?
RY: Acho que sim. Ficou claro que as empresas líderes não conseguirão fazer nada sozinhas. Logo, a cadeia produtiva virou um elemento estratégico nesse posicionamento. Então, se isso ocorreu, as empresas precisarão trabalhar com a cadeia produtiva, o que vai garantir uma alavancagem muito maior em todo o processo.

DM: Nesse cenário de protagonismo das empresas, qual é o papel do Instituto Ethos? RY: O objetivo do Ethos é justamente estimular e criar oportunidades para que as empresas atuem nessa direção e acelerar a agenda da gestão sustentável no Brasil.
Envolverde para o Instituto Ethos

Você concorda que a mobilização é prioridade neste momento?
Na sua opinião, qual o papel do Instituto Ethos neste novo momento?

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terça-feira, 23 de junho de 2009

CGU e Ethos lançam Manual de Combate à Corrupção

A Controladoria-Geral da União (CGU), o Instituto Ethos e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (Unodoc) lançaram o manual “A Responsabilidade Social das Empresas no Combate à Corrupção”.

O Ministro Jorge Hage explicou a importância desta parceria no movimento de combate à corrupção no Brasil: “Percebemos que a maior parte dos casos de corrupção acontece na transição entre as duas esferas. Por isso escolhemos o Instituto Ethos por ser o mais capacitado e com melhores condições para ser nosso parceiro privado nesta luta.”

A publicação tem como objetivos sensibilizar e aumentar a conscientização dos problemas gerados pela corrupção, mostrando as vantagens que as empresas conquistam, num horizonte mais amplo, ao adotarem políticas de transparência e integridade. Há também uma orientação para como implementar estas boas práticas.

As boas práticas apontadas pelo manual são o resultado Grupo de Trabalho do Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção, que há três anos discute o assunto e propõe mecanismos e ferramentas para evitar a corrupção e construir uma nova cultura de relacionamento entre o setor público e o setor privado.

Além da versão impressa, o manual está disponível nos sites da CGU, do Instituto Ethos e no portal Empresa Limpa.

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